One more night

Posted on 04:05


Ao escrever este titulo, ocorreu-me de imediato que o mesmo não era nem um pouco original. É que veio-me logo à cabeça uma melodia, se não estou em erro, de Phill Collins. No entanto esta noite nada tem de solitária. Ou romântica, como a canção. É mesmo isso, só mais uma noite, que por ser apenas mais uma noite, é perfeitamente banal.



Ocasionalmente, passam-me pela cabeça divagações sobre o sentido da vida. E sobre como ela é uma dádiva, e, como a maioria das dádivas, tão escassa. Esta pode ser só mais uma noite, mas é a única vez em toda a minha vida em que esta noite está a decorrer. Cada segundo que passa, conforme escrevo este texto, foi único e irrepetível...

Mas voltando ao tema principal, esta noite banal parece-me interminável. Algo me impede de dormir... E acordada na escuridão, é fácil a imaginação semi-adormecida levar-me a pensar em motivos para o sono se afastar cada vez mais. Oiço um barulho...o que será? Alguém na rua? Um rato? Uma aranha gigante? Uma centopeia mutante? Só pode ser algo de que eu tenha muito medo! E a esta hora, esse algo é multiplicado por mil...

Queria poder fechar os olhos, serena, e deixar-me ir. Deixar-me levar por mil sonhos de algodão... caminhar sobre as nuvens, aspirar o ar puro da serra, deitar-me no feno a ver as estrelas, caminhar para o fim do arco-íris. O sono, quando é descansado é mágico. Em contrapartida, quando é conturbado, é assustador... E o meu começa a ser assustador mesmo antes de chegar. Por não chegar!


Este texto começa a parecer-me extremamente redundante, pelo que acho que vou voltar a dar voltas e voltas na cama, pode ser que assim me embale e finalmente adormeça...
...e sonhe com reis, princesas, cor de rosa e algodão doce.


Boa noite!!!

Sofy


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Clausura

Posted on 17:09




Pessoas enclausuradas
Na sua própria solidão!
Fumo na minha varanda,
E vejo, as janelas fechadas,
De casas cheias de tudo,
Pessoas cheias de nada...

Fumo, e vejo a passar
Sacos na mão, passo apressado
A caminho do trabalho
Mulheres com ar infeliz
Homens com ar resignado

Escravidão de uma cultura
Onde a vida é sempre dura,
Sonhar não é permitido
A felicidade é impura
Numa sociedade nula

O dinheiro é o motor
Da alegria, do amor,
E o tempo é a prisão
Dos que da infância trouxeram
Tantos sonhos de algodão...



Dormitórios arrumados,
Para ficarem fechados
Até o dia acabar...
E os filhos, arranjados,
Vêem os pais aos bocados,
Entre hoje e amanhã...

E os dias vão passando,
Como se não importasse
Que a vida se vá escoando.
Dá-se dinheiro a ganhar,
Pois o dia há de chegar!

E quando chega o tal dia,
Compra-se o que se queria
E logo se perde a noção, que
Tem que se voltar ao trabalho, à prisão
Para voltar a ter tudo,
Que será pra sempre NADA...!

E o tempo sempre a passar...

E o tempo sempre a passar...

E o tempo sempre a passar...

...até a vida acabar!

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